sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Série global sobre comida japonesa

A comida japonesa pode não agradar a todos, mas tem um detalhe importante: ela mostra como aproveitar ingredientes simples e com aspecto um tanto exótco.

Alimentos, que outras culturas simplesmente desprezam, considerando-os impossíveis de trabalhar, os japoneses transformam em pratos saudáveis, com apelo visual deslumbrante.

Na verdade, não entendo nada da culinária do sol nascente.
Entendo sim da felicidade estampada no rosto de quem come gostoso!

Assistindo outro dia à matéria da Globo sobre a comida de Kyoto / Japão, não posso afirmar ter visto alegria no rosto do repórter global Roberto Kovalick ao experimentar um peixe (1) espinhento pra dedéu!
O que eu vi no semblante dele foi apreensão e o desejo premente de que o câmera desligasse a porcaria da máquina dele!

(1) O idioma japonês tem várias palavras oriundas das línguas ibéricas. "Copo", por exemplo. Presume-se que o primeiro biriteiro naquela terra era brasileiro... ou "Pan". Imagino que primeiro padeiro no japão tenha sido um galego. Finalmente Peixe em japonês é "Sakaná". Devem tê-lo chamado assim depois de comer o tal pescado espinhento que Kovalick encarou outro dia.
Mais uma maluquice patrocinado pelo taverneiro Reinhard do Bistrô PortoSol,onde se come gostoso sem sacanagem! hehe

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

GPS.. e o que mais vão inventar!




Idoso como eu, há décadas venho testemunhando a própria obsolescência.

Sou de uma época, em que certas profissões exigiam força muscular. Quem era fraquinho demais para pegar no pesado, virava confeiteiro, barbeiro ou alfaiate. Por outro lado, ferramenteiro, serralheiro e ferreiro tinha que ter habilidade manual.

Isso tudo acabou, ou quase.


As máquinas operatrizes com comando numérico fazem o produto acabado, sem necessidade de qualquer ajuste.

Hoje, o computador faz praticamente tudo. Aquela máquna de escrever, que imprimia o texto enquanto a gente digitava, desapareceu logo depois daquela calculadora Facit, pesando uns 15 quilos.

Já em 1975, prevendo calculadoras cada vez menores, e sabendo não ser possível diminuir o dedo, projetei um dedal com uma ponta fina, capaz de digitar os números certos até em calculadoras japonesas pequeninas. Sofisticação desse meu projeto hilário era a maneira de como fixar o dedal na ponta do dedo. Previ um parafuso de meia polegada de diâmetro com rosca grossa e cabeça sextavada, apertando justamente a unha do dedo indicador.

Tudo isso é neve de invernos passados! Atualmente, habilidade com extremidades, boca e língua, só jogador de bola, acrobata, músico, e cozinheiro. Perdão, esqueci a bunda da dançarina de axé, parangolé e funk.

Idoso como eu, vê toda essa evolução com certa reserva. Há quem veja em todos esses brinquedos eletrônicos uma perigosa armadilha e um caminho irreversível para a solidão humana!

Ouvi falar de games imitando a realidade, bem como de uma nova geração, que não larga o controle, o joy stick durante horas e mais horas, passando dias e noites sozinha diante do computador, conectada com o mundo através de facebook e outros ambientes virtuais, assistindo a filminhos do Youtube.

Ninguém mais escreve, manda, aguarda ou recebe cartas de alguém distante. Os amigos, que viajaram outro dia para o exterior, diariamente enviam fotos e filmes através do notebook, falam pelo skype, passeando com a câmera pelo quarto do hotel, mostrando a vista que têm da janela. E por falar em hotel, foi o GPS que os guiou até a porta.


Idoso como eu tem dificuldade em aceitar essas novidades eletrônicas. Eu olho para as fotos lá da Europa e vejo muito asfalto, muito passeio e poucos automóveis e ainda menos transeuntes. Muita urbanização para relativamente pouca gente.

Se na época em que meus familiares austríacos ainda estavam vivos, cada um morava só nos quatro paredes, imagine agora.

A certeza social, fruto de mais de meio século sem guerra, fez com que o cidadão pudesse viver tranquilo numa bolha invisível, não tendo que falar com ninguém, muito menos precisando defender o seu espaço de gente folgada!

As pessoas vivem só e morrem só! Uns são achados apenas em avançado estado de putrefação, vários anos após a morte. Não pelo fato de algum parente, amigo ou vizinho desse por falta, mas porque a correspondência acumulada diante da porta do sujeitro ameaçava impedir a passagem dos vizinhos.


Agora, depois de toda essa parafernália eletrônica, condenando as pessoas à solidão, vem ainda o maldito GPS.


Idoso como eu, também fica tempo demais diante do computador, mandando e-mails tipo "mala diretga sem alça", achando que assim cativa pessoas, fazendo com que venham até o mundinho de pensamentos dele, quem sabe, até ao Bistrô PortoSol.

Se há alguma geringonça eletrônica que não pretendo usar jamais, essa é o GPS. Não porque julgo ter algum conhecimento de geografia, mas porque gosto de perguntar aos transeuntes, às pessoas à beira das estradas. Interagir com estranhos em terras estranhas faz parte de minha maneira de viajar. Minha mulher Maria Alice, graças a Deus, embarca nesse passeio.

Fiquei sabendo que essas facilidades eletrônicas não são completamente seguras e que diversos condutores de veículos equipados com GPS acabaram num riacho ou num caminho lamacento entre plantações de beterrabas e milho.

Também tenho tido problemas ao perguntar pela direção certa. Viajando na época dos conflitos sangrentos na antiga Yugoslávia por países como Alemanha e Áustria, de 10 pessoas que perguntei, 13 responderam com forte sotaque do Leste Europeu, lamentando não poder ajudar. Era difícil achar algum nativo na rua. Pareciam todos embiocados em casa diante do novo televisor digital. Curtindo um passeio ao ar livre, aparentemente só bósnios e outros refugiados dos balcans. Eles pareciam adorar poder caminhar pela natureza, sem o receio de pisar numa mina terrestre.


Taverneiro idoso que sou, fico tempo demais diante do computador, redigindo baboseiras como essa, mandando e-mails e colando textos mais ou menos sérios no meu blog, porém pela manhã, você me vê correndo atrás de ingredientes e de terça feira a sábado, a partir das 18:37h passo horas a fio sem computador, interagindo com minha querida clientela do Bistrô PortoSol e espantando não-clientes! hehehe



Reinhard Lackinger

o taverneiro do Bistrô PortoSol

sábado, 8 de outubro de 2011

Médico ou Monstrengo. A raíz do custo Bahia!

- Eu me recuso a chamar baiano de folgado ou mal educado -, disse Prof. Dr. Shmuel Gefiltfish y Mazzes, que voltou ontem ao Bistrô PortoSol. - Parte significativa do povo baiano não É mal educado nem folgado!, repetiu ele enfaticamente. - Preste atenção no que estou dizendo! Essa gente ESTÁ folgada, ESTÁ mal educada e ESTÁ espaçosa! Pense num resfriado, que pode ser curado... Ou melhor, pense em Mr Hyde no drama "Médico e Monstro". Basta o malvado Mr.Hyde tomar aquela beberragem, aquele antídoto, para voltar a ser o respeitável Dr. Jekyll.-

Primeiro andei procurando pelos ingredientes baianos daquela droga, capaz de fazer com que um médico decente se transformasse num monstro, ou seja, transformar um cidadão baiano consciente e "porreta" num "sacaneta" folgado e mal educado -, disse Gefiltfish y Mazzes. -

Ainda estou no início de minhas pesquisas, porém tive uma revelação surpreendente! Em vez de achar a resposta nos "pretos pobres da periferia", isolei o provável princípio ativo daquela droga infernal em calças de veludo usadas há 400anos.
Analisando vestígios de cocô daquelas marcas inconfundíveis tipo "rastro de freio de pneu" numa dúzia dessas calças de veludo, colhi traços indeléveis de soberba, empáfia e arrogância.
Agora preste atenção! Se uma pessoa boa, mas simplória e de miolo mole, achar bonita e glamourosa a postura arrogante de quem usava calça de veludo, vai tentar imitar essa empáfia, essa soberba, esse olhar de desdém... Teremos então uma caricatura da sinhazinha, do sinhozinho e a resposta para o comportamento desastroso que costumamos ver nas ruas e também nos salões.
Até um pobretão, com a bunda de fora, anda imitando os trejeitos desdenhosos de um dono de engenho e escravocrata anacrônico, adorando transgredir e sujar o ambiente, como se todas as pessoas ao redor fossem escravos dele, encarregaos de limpar todas as travessuras, para não falar em cagadas. Um quadro ridículo, mas extremamente enervante e desgastante. É o nosso "Custo Bahia"!-.

- E o antídoto? -, perguntei.-

- Não sei! Talvez baste por um espelho na cara desses monstrinhos intermitentes! -, disse Prof. Dr. Gefiltfish y Mazzes, pegou o cardápio e começou a folhear.

ProstReinhard Lackinger
www.reg.combr.net/bistro.htm

domingo, 11 de setembro de 2011

Cultura? Que diabo é isso?

Tentando por alguma ordem no que penso acerca de cultura, me vêm à mente as diferentes formas que o ser humano tem achado para se virar em cada ambiente, em cada canto neste planeta.
Relevo do solo, rios, beira mar e praias, clima, recursos naturais, terremotos e tsunamis, inundações e secas têm norteado os indivíduos, criando padrões de comportamento. Um marujo enxerga o mundo de uma forma, um montanhês de outra. Quem foge da falta de comida, mais cedo ou mais tarde terá que enfrentar a disputa com quem chegou primeiro ao oasis de terra fértil.

Muitos de nós experimentam culturas diferentes apenas como uma fantasia carnavalesca. Alguns chegam a vestir sarongues, quimonos ou caftans tão logo descem do avião em Bali, no Japão, no Marrocos e só os tiram do corpo, depois de voltar triunfantemente para casa em Coração de Maria, em Xorroxó, ou em Santana do Carirí.

Penso que ser culto significa compreender o modo como estranhos se comportam, aceitando as respectivas diferenças ( esquisitices ) e saber conviver com elas.
Quem estiver disposto a encarar essa aventura, logo logo ai tropeçar numa pedra enorme: o idioma!
Como toda e qualquer sociedade é composta tanto de pessoas cultas, interessantes e de boa índole, quanto de plebe ignara, cretinos e indivíduos de sangue ruim, só há uma maneira de achar o interlocutor ideal: tentando falar com ele.
Nem sempre o inglês resolve. Tem gente interessante em Ouagadougou, em Kopfsberg bei Iggensbach ou em Lujan de Cuyo, que não fala inglês... e mesmo toda fluência neste idioma universal nem sempre garante a compreensão do outro. Lembro do exemplo do poeta Katsimbalis em "O Colosso de Maroussi" de Henry Miller, afirmando que os "causos" dele só podiam ser contados em grego e jamais traduzidos para o inglês...

Há quem fale rudimentos do idioma alheio. Essa pessoa achará o máximo, conseguir comunicar-se mesmo com uma pessoa nativa simples e de pouca cultura. Falar do tempo, de um quilo de batatas ou pedindo mais uma geladinha, já é muita aventura para uns.
Neste estágio, os habitantes de um país vizinho da Áustria levam uma enorme vantagem. E fácil entender o que eles dizem, já que habitualmente a conversa deles gira em torno de quantidades. Eles falam com naturalidade da segunda maior cidade do estado, onde fica a quarta maior torre de igreja do distrito e um estádio para 34.379 espectadores. De lá até a maior cidade do país são exatos 137km e o automóvel deles, um Volkswagen, gasta 6,32 Litros para percorrer 100 quilómetros. Não importa a língua em que Franz Mustermann vai contando isso. Qualquer pessoa entende a narrativa dele. Não há conversa mais agradável para quem sofra de insônia e que tenha um saco do tamanho de um rinoceronte negro da Tanzânia.

Esse mesmo Franz Mustermann se depara com outra cultura, ao fazer turismo. Morando e trabalhando num país, onde na maior parte do ano faz frio, chove e neva, obrigando-o a usar botas com sola antiderrapante, ceroulas, meias e gorro de lã, casaco e capote, ele deseja passar as férias num lugar praiano com muito sol, "cerfecha" e "caipirrrinhaa", enrolando-se com umas putinhas e uns vagabundinhos, dispostos a descolar uma graninha em troca de algumas macaquices e, quem sabe, outros favores não tão inocentes assim.
Como Franz Mustermann, além de poucas palavras em português só sabe pensar de forma linear, logo logo chega a concluir que toda sociedade baiana está no mesmo nível cultural daquela garotada da praia. Que há em Salvador, na Bahia e no Brasil pessoas cultas, preparadíssimas e de boa índole, ficará transparente para esses "Franz Mustermann da vida", para "Ferenc Nemeth" e para Francesco Tedesco" e outros visitantes interessados apenas no sol, na praia e na muvuca.
Por falar em Franz Mustermann... Conheci uns analfabetos nativos com conversa bem mais interessante do que muita gente com um currículo enooorme!

Com nossa infraestrutura física e cultural destruída, arrebentada e esquecida, a chance de se ter por aqui um turismo de qualidade e rentável é praticamente nula!
Ninguém vai conhecer a verdadeira riqueza cultural que há nesta nossa terra!!!
A cultura que oferecemos aos turistas - que vêm a Salvador - se resume numa lata de "Iskó" gelada, numas bundas remexendo ao som de pagode e parangolé e numa chupança de beiços alheios ao som de trocentos trios elétricos.
Para alguns, tá muito bom assim! Desse jeito ganham uns bons trocados... e a cidade que se dane... os cidadãos também!

Pior é a cultura das nações mais ricas do planeta!!! Pior para os países, que esses todopoderosos resolvem bombardear até destruir tudo, inclusive a cultura, para depois reerguer nos moldes que lhes convém, impondo a cultura do mais forte e, quem sabe, mais cretino. Tenho acompanhado isso, assistindo televisão, lendo jornais pela internet.

Falando em cultura... até o espaço enorme e a visibilidade imensa que nossa mídia dá a bandas horríveis com músicas bobas e com letras cacofônicas é impressionante!
Nossa cultura é isso?
Nossa cultura se resume no axé e nesse neo-panteismo trioeletrizado com sacerdotes e sacerdotizas berrando para dentro de microfones e se requebrando em cima de palcos móveis ou fixos, com uma liturgia previsivel e grotesca, tipo mãos para cima, bunda para trás???
É claro que não!
Temos mais bala na agulha em termos de cultura baiana!!!
Afirmo isso porque tenho a sorte de me relacionar com gente baiana culta e nobre desde quando cheguei em Salvador há mais de 40 anos.
É exatamente essa gente que frequenta o Bistrô PortoSol. Pessoas, que um dia já moraram e estudaram no exterior, tendo tido contato com outras culturas, não se incomodando com eventuais esquicitices de um taverneiro montanhês ligeiramente rústico, permanentemente obrigado a defender o espaço dele de pessoas pouco ou nem um pouco acostumadas com tavernas temáticas com culinária austro-húngara, confundindo um espaço ordeiro como o Bistrô PortoSol, onde há 10 anos se pratica love food de forma artesanal, com um boteco de praia!.

Outro dia falarei mais do love food, que acaricia o paladar, enche a barriga, ao passo que desperta o apetite para o amor!!!

Prost Mahlzeit

Reinhard Lackinger
o taverneiro do Bistrô PortoSol
www.reg.combr.net/bistro.htm

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pequenas ações, grandes presepadas

Sugeri uma forma diferente de reagir diante dos problemas que nos afligem, por não sentir muita firmeza nas inúmeras manifestações que entulham o meu cérebro e o meu coração.
Eu já não acredito mais em passeatas, em abraços simbólicos, em revoadas de pombinhos soltos por gente vestida de branco nem de preto, nem em cruzes cravadas nas areias de Copacabana. Não acredito em mega-eventos, enquanto a gente se engasga com trocentos pequeninos detalhes de desordem pública diante do nosso nariz.
Detalhes, que chegam a inviabilizar por exemplo a construção de hotéis de luxo no bairro mais charmoso de Salvador e ao longo do famigerado circuito carnavalesco Barra-Ondina, onde tudo conspira a favor de camarotes e da muvuca rasteira e ordinária, e do turismo pé de chinelo!

Acredito sim na célula de cada um! Minha célula é composta por familiares, amigos e vizinhos, colaboradores e destinatários de minhas "malas diretas sem alça"!
Sugeri apontar os erros de quem se acha no direito de transgredir a lei, de bagunçar e subverter a ordem pública... nos passeios, nas ruas, nas praças, nas praias, nas filas de supermercado, no estacionamento, no shopping center e onde tiver pessoas sofrendo agressões por quem quer levar vantagens espúrias na marra.

Vários internautas me disseram que isso é utópico e que não dá para apontar um erro de um infrator, nem que seja com voz de anjo, em tom amistoso e com toda vaselina.
Infrator é gente ruim e a possibilidade de um individuo indignado e reclamão levar um tiro é enorme!
E se a gente conseguir transformar um gesto individual numa ação coletiva? Uma arma de fogo tem apenas seis a oito balas... hehehe
Diante dos olhos de minha imaginação há centenas de indignados com a ousadia de um bagunceiro, enquadrando-o numa boa! Outros, se fingindo até então de morto, vêm correndo, engrossando as fileiras... assim espontâneamente... e de repente a gente está com moral de peitar aqueles que se julgam donos do Brasil!

Reinhard Lackinger
P.s. Amanhã vou comprar cartolinas vermelha e verde para recortar cartões em forma de careta. Cara vemelha com os cantos da boca curvada para baixo, para mostrar para quem quiser ver, o que eu acho de determinada transgressão. Cara verde risonha para quem recolhe o cocô do carchorrinho e o leva embora... o cachorrinho e o cocô!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Manifestações diferentes, mas permanentes

Corrupção não é coisa só do Brasil!
Até nos países sacrossantos da Europa há patifes se beneficiando de informações privilegiadas, há gente corrompendo e se deixando corromper...
Mas ai de quem é pego! Vai pro ostracismo para sempre, além de ir para a cadeia!
Falo de países, onde o próprio povão se encarrega de repreender eventuais malfeitores.
Quem cometer o menor deslize, é condenado de imediato pelo público e se sente tão mal, que vai pensar três vezes, antes de fazer o que não deve.

No Brasil vamos fazer grandes manifestações! Tem mais uma sendo organizada. Maravilha!Imagino caras pintadas indo para as ruas e praças como na época das Diretas Já!

O meu cérebro prejudicado intelectualmente sugere uma manifestação um pouco diferente... e... permanente!
Que tal a gente passar a apontar, identificar e repudiar de forma civilizada e educada, porém ostensiva, quaisquer atos de transgressão à lei, por menor que seja, como...
- estacionar o veículo em vagas para idosos, gestantes e deficiêntes
- dar roubadinha e contra-mão nas ruas- dar fechada com o celular na orelha
- jogar lixo pela janela do carro- jogar lixo fora de recipientes apropriados e fora da hora da coleta
- agredir os outros com som exageradamente amplificado
- urinar para onde o pinto apontar
- infringir quaisquer normas da convenção de condomínio
- furar filas- tentar levar quaisquer vantagens- sonegar impostos, ignorando a Nota Fiscal
- jogar cestinha de supermercado com as alças dobradas, impedindo que o próximo consumidor possa encaixar a cestinha dele
- retardar uma ação - fazendo cera - fazendo com que outros percam tempo inutilmente
- complete você mesmo esta lista!
Já imaginou, se a gente começar a ter uma postura de repúdio a todo tipo de ação de gente folgada e bagunceira, formando um exército de vigilantes, não deixando passar mais nenhuma transgressão à lei, por menor que seja?
Na boa, elegantemente, sem violência verbal, de forma educativa!!!Sempre frisando firmemente, que quaisquer transgressão é um embrião da violência!!!

Indo para a tal manifestação Anti-Corrupção, se a gente não se dispuser também em combater as menores corrupções e picaretagens de nosso quotidiano, corremos um sério risco de sermos chamados de presepeiros!
É o que me ocorre neste dia 7 de setembro
Penso que a gente só se sentirá verdadeiramente independente dos corruptos, se combatermos a corrupção nas mínimas coisas!!!

sábado, 3 de setembro de 2011

eu conspiro, tu conspiras, nós conspiramos




A palavra "conspiração" era para mim algo que cheirava a máfia, a grupos de pressão e políticos fisiologistas de alguma bancada ruralista ou evangélica, na melhor das hipóteses clubes fechados com propósitos humanistas... até o dia em que ouvi um monge tibetano dizer que Budismo significa "conspirar a favor da vida"!

Cuidando de 44 metros quadrados do bairro da Barra e de um restaurante temático de culinária austro-húngara no Porto da Barra em Salvador, conspiro a favor deste nosso charmoso bairro... tão maltratado e esquecido pelo poder público.Venha você também conspirar junto, frequentando o Bistrô PortoSol




Reihard Lackinger