quinta-feira, 3 de maio de 2012














É nesse ambiente ( Bistrô PortoSol ) que pintam os dedões de prosa mais interessantes!

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Dedões de prosa no Bistrô PortoSol

Acontece todas as noites em nossa taverna. Uns trazem seus sonhos e
projetos na ponta da língua, outros receios e anseios. São os dedões de
prosa que rolam no Bistrô PortoSol. O clima em nosso espaço temático é
favorável a isso! Às vezes pinta até um papo tipo consultório sentimental...

Ontem, no meio da conversa, Prof. Dr. Shmuel Gefiltfish y Mazzes puxou
um assunto, que parecia o fragmento de uma aula que ele devia estar
preparando para os alunos dele.

- Na Roma antiga -, dizia ele. - Na Roma antiga havia uma tal "Damnatio
memoriae". Tratava-se de um processo movido pelo senado, condenando
imperadores mesmo depois de mortos... Essa "Damnatio memoriae" implicava
a erradicação de quaisquer vestígios do imperador condenado e
amaldiçoado, como a destruião de estátuas, demais imagens dele em
moedas, além de escrituras do governante caído em desgraça. Assim, Nero
foi condenado em 68, Julian em 193 e Maximin 283.

Como exemplos de nossa história mais recente, Gefiltfish y Mazes ainda
citou Hitler e Stalin, porém já não pude mais dar atenção a ele por ter
chegado gente querendo ser atendida.

Aliás, não entendo como surgiu o papo dessa tal "Damnatio memoriae".
Pelo que me lembro, eu apenas havia falado do IPTU que vence no dia
cinco. Também citei uma simples passarela, sem prazo para inauguração
depois de mais de 4 anos.... um metrô depois de uns 12 anos e a via
expressa com um túnel cavado por um tatú embriagado...

Pelo visto, não só túneis podem não levar a lugar algum. Conversas
também. hehe

Prost

Reinhard Lackinger
o teverneiro risonho e brincalhão do Bistrô PortoSol
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domingo, 29 de abril de 2012

Bobagens dominicais

Aplaudi a aprovação das cotas para negros e pardos. Só não concordei com a opinião de um dos ministros dizendo que essa lei "veio para ficar"!
Penso qu ela seja necessária, porém transitória.
Penso que essa lei vai democratizar eventuais injustiças sociais ainda existentes no Brasil, obrigando cada um de nós carregar um pouco daquela cruz que até então pesava apenas nos ombros dos negros e pardos!
Ou seja, essa lei vai espalhar o cocô das desigualdades por todos nós!

Sempre pensei que minha alma fosse isenta de sentimentos de racismo! O máximo que me permitia era enxergar traços de comportamentos oriundos do cativeiro, da senzala, dos grilhões, mas também dos tronos de reinos africanos... sem esquecer de tudo de errado que os negros aprenderam dos ocupantes da casa grande...
É assim que compreendo o fenómeno do Rei Pelé.

Vendo imagens de índios invadindo terras no sul da Bahia, entoando canções e dançando, protestando assim contra os invasores brancos, fico sem entender o que se passa!Que índios são esses?Esses supostos donos daquelas terras não teríam de andar pelados, ter uma pele cor de cobre, cabelos prtetos, lisos escorridos... e feições de índio?
Mas o que vejo são figuras vestidas, fantasiadas de branco, apesar dos cocares e demais adereços típicos de índios.
Vejo também a pele sendo mais para negro e pardo do que para índio! O mesmo digo das feições dos que são entrevistados pelos repórteres de TV.Se eu fosse atropólogo, certamente teria respostas para essas questões um tanto complicadas, livrando-me dessa minha ignorância.Como leigo nutro uma leve dúvida se aqueles grupos que reivindicam extensas áreas no sul da Bahia são realmente legítimos herdeiros daquele mundão de terras férteis, e se não há outros interesses em jogo além do índio querer voltar a caçar peladinho da Silva... ou melhor, na selva.

Como os atuais donos daquelas terras conseguiram a posse das fazdendas ora invadidas, todos nós sabemos.. enquanto o nosso "grande irmão banco", que já demarcou áreas indígenas bem maiores nesse Brasilzão, anda empurrando o problema do sul da Bahia com a barriga.

O que nada tem a ver com esse assunto, mas se apresenta como produto marginal de minha ignorância étnica, é o meu olho grudado em feições que eu acho pertencerem a índios.Anacleto, "namorido" de Madalena, empregada na casa de meus sogros tinha feições de índio, apesar de sararámiolo. Outro representante legítimo de nosso indígenas é um cacique de Cachoeira de Itapemirim, o nosso Rei Roberto Carlos... e o ator global Murilo Rosa, que é a cara do mais emotivo dos brasileiros, deve ser da mesma tribo do Roberto...chega de maluquices por hoje

Prost

Reinhard Lackinger

sexta-feira, 27 de abril de 2012

sobre ler e escrever

- Atualmente é mais fácil conseguir uma data para casar na igreja da moda - agorinha em maio - , do que agendar o lançamento de um livro -, disse Walter Egon-
Hoje tem mais gente escrevendo e lançando livros do que leitores!

E pensar que na idade média, escrever era serviço de escravos! Era inclusive deles a obrigação de escrever os documentos, as determinações e ordens de um soberano. Até a assinatura do rei, do imperador era feita pelo punho daqueles escreventes, deixando apenas um espaço entre uma letra e outra. Cabia à majestade apenas o ato de fazer um traço, interligando essas letras.Erra quem pensa que todos os nobres da época eram analfabetos. Eles só não tinham a intenção de ficar horas, dias e anos diante de um pergaminho, pintando letra por letra e até desenhando folhas e frutinhas de carvalho nas iniciais coloridas.

Caligrafia vem do grego "Kali", o que significa bonito! - .Walter Egon adora ser didático.
- Atualmente é fácil escrever! Basta ter um computador com WordPerfect, corretor ortográfico e o scambau! Até um semianalfabeto ousado é capaz de produzir textos razoáveis. Por isso lhe digo, escrever se tornou muito fácil! O dificil é saber ler!

Se está havendo mais lançamentos de livros do que casórios, não quer dizer obrigatoriamente que aqueles que adquiriram um exemplar autografado, tenham a intenção de lê-lo.
Imagino que haja algum móvel na casa deles precisando de um calço para não ficar balançando.
E será que todos aqueles que por falta do que fazer peguem o livro para ler, comprendem o texto? Será que percebem detalhes vitais e eventuais sacanagens que o autor largou maliciosamente nas entrelinhas?

Será que é por isso que nas bibliotecas até os volumes de ficção estão separados por assunto?
Uma prateleira para romances policiais, outra para histórias de amor, de aventura... Essas coisas facilitam muito a vida do leitor. Ele sabe de antemão para onde o texto o levará.
É como os luminosos diante de uma pizzaria, churrascaria, creperia... Por outro lado, uma obra literária que não dá nenhuma pista é como o cardápio de seu restaurantinho temático!

Pessoas acostumadas a escolher a comida, olhando aquelas fotos dos pratos afixadas na entrada do estabelecimento, dificilmente se tornarão clientes seus -, disse Walter Egon e pediu um Gulasch de Cogumelos picante com pouco sal.

Prost

Reinhard Lackinger
o taverneiro risonho do Bistrô PortoSol
www.reg.combr.net/bistro.htm

p.s. Se você no inicio deste texto pensou que dessa vez o taverneiro não iria puxar a brasa para o salsichão dle, se ferrou! hehehe

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Código Florestal e um pouco da história recente de Salvador

Não esperava dos senhores representantes do povo lá de Brasília outra decisão que não fosse a mais predatória e descompromissada para com o meio ambiente!


Imagino que todos eles devam ter um ou mais latifúndios neste Brasilzão como reserva de capital, legislando assim em causa própria!

E digo mais: mesmo não constando nesse Código Florestal praticamente nenhum compromisso que proteja o solo e os rios da destruição, os donos das terras não deixarão de continuar a desmatar, não dando a mínima para eventuais limites acordados nesse código...

Por que digo isso? Experiência, exemplos já vividos por aqui!

Quando em 1994 (1) começamos a discutir aqui em Salvador o problema da poluição sonora, nenhum barulhento notório, militante e juramentado veio participar da conversa com a gente e o então vereador Javier Alfaya.

Minto, numa única das muitas reuniões na Câmera Municipal, apareceu um representante do Clube Baiano de Tênis - um dos piores poluidores sonoros da época -... chegando mudo e saíndo calado.

A Lei Municipal do Controle da Poluição Sonora foi aprovada em 1995 por unanimidade pelos 35 vereadores que Salvador tinha na época.

Repare... a porca começa a torcer agora...

Assim que a lei foi colocada na mesa da senhora prefeita Lídice surgiu um exército de barulhentos fazedo pressão contra a lei elaborada criteriosamente duante meses, tendo como parâmetro as resoluções do CONAMA, dispositivo que orienta o assunto no âmbito nacional.

O fato é que a prefeita acabou cedendo, sancionando a lei com limites mais generosos, além de dilatar bastante os prazos para os donos de casas de espetáculo e clubes se adaptarem, providenciando isolamento acústico.

Para você, que já está sem paciência de ler esta baboseira conto logo o fim dessa tragicomédia: os barulhentos não cumpriram nenhum acordo, nem os limites flexibilizados, permitindo mais barulho do que a lei original previa, como também não se mexeram para criar nenhum isolamento acústico eficaz, preferindo tapar o "som com a peneira"... ou com umas lonas e placas de madeirite.

É por isso que eu não acredito que os latifundiários mexam um só dedo para preservar as terras do Brasil ensolaradas lalalala...

Chega de lamúrias por hoje... saíndo para comprar ingredientes para a nossa comida austro-hungara ganho mais!


(1) quem na verdade iniciou o projeto da lei do controle da poluição sonora em Salvador foi o ex-vereador Itaberaba Lyra!

Ainda o problemão das cotas



Não se resolve injustiças sociais por decreto!

Também não se deve varrer eventuais conflitos por debaixo do tapete.

Pelo contrário, é preciso encarar os conflitos, colocando-os em discussão!

Até agora, os problemas, os pepinos, os abacaxis e o "mico preto" sempre estiveram unica - e exclusivamente na mão dos negros, dos pardos, dos afro-descendentes!

As cotas parecem ser um mal necessário e fazem com que este conflito social seja democratizado e distribuído por toda sociedade. Isso me parece bom e salutar!


Aposto que dentro de uns 10, no máximo 15 anos, ninguém vai mais falar do problema de cotas para negros.



Reinhard Lackinger

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O preço da esculhambação

Eu vi as filas diante do consulado dos EUA e também vi os números de quanto turistas brasileiros gastam lá fora.
Gastando com que?
Com compras, com alimentação, com entradas para os parquinhos da Disney.

Acabo de ler num jornal estrangeiro sobre os aumentos substanciais dos valores das multas para quem joga lixo na rua e/ou comete outro tipo de indisciplina... nos EUA e na Europa.
O periódico ainda mencionou o quanto a administração pública de lá gasta com a coleta do lixo. Não falaram do montante que eles arrecadam com multas, mas deve ser uma nota preta.

Quanto será que turista brasileiro paga de multas durante os passeios pela Europa, pelos EUA?

Será que turista brasileiro não paga multa porque é gente com educação inata, congénita e hereditária, não cometendo nenhum deslize?
Será que transgressores contumazes e folgados inveterados e crônicos não viajam para o exterior?
Ou será que lá fora, os nossos queridos se comportam, com medo de serem admoestados e multados???

Por que apesar dos trocentas corporações de seres uniformizados que temos no Brasil, nenhum transgressor, nenhum sujão, mijão ou barulhento é admoestado, autuado e multado?
Por que temos que ter a pecha de sermos um país esculhambado???

Dr. Shmuel Gefiltfish y Mazzes outro dia arriscou um palpite, dizendo que os nossos políticos são culpados pela vida mansa dos folgados, dos desordeiros. Eles não querem bater de frente com bagunceiros e baderneiros para não perder votos!

Prost

Reinhard Lackinger
p.s. Outro dia, no programa CQC, Aguinaldo Timóteo em alto e bom tom fez apologia ao crime ( jogo do bicho ) e nada aconteceu. Lá fora, ele teria sido preso, algemado e processado na hora... sendo deputado ou não!

pps. Essa nossa esculhambação cansa e doi no ( meu ) bolso, mas eu adooorooo! Jamais poderia voltar a viver na asséptica Áustria!