Baba de criança.
Dois garotos formam os respectivos times entre os jogadores presentes. Eles escolhem alternadamente os que acham melhores, até os dois times estarem completos e em números iguais.
Funciona assim no mundo inteiro.
Agora imagina se um dos dois garotos se abstiver e não escolher ninguém.
Não haveria baba!
A vida pública é assim também! Um eterno baba. Não podemos simplesmente cair fora, desertar e achar, que o assunto, a peleja, a batalha, não é com a gente!
Você se lembra no que disse Berthold Brecht sobre o analfabeto político, não é???
É isso que eu gostaria de dizer para os que pensam em anular o precioso voto.
É nisso que penso agora, sabendo que mais e mais gente amiga decide anular o voto nas próximas eleições.
Ao mesmo tempo gostaria de saber como é o processo de naturalização de um estrangeiro no Brasil e quanto tempo demora.
Eu gostaria de poder votar ano que vem para prefeito e para vereador!
Não, não sei em quem votar, já que não sei ainda quem são os candidatos.
Sei apenas em quem eu não votaria de jeito nenhum!!!
Reinhard Lackinger
austríaco, sem nenhuma coloração partidária
domingo, 21 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
é bucólico SIM!!!
Era 22:00horas mais ou menos, quando um carro parou na pracinha perto do Bistrô PortoSol.
Como o movimento de nossa taverna nessa quarta feira era fraco, aproveitei para sentar numa das cadeiras do passeio, curtindo a noite linda e agradável.
Nossa rua no Porto da Barra, a poucos metros da praia, durante o dia parece agitada como o mercado de Bagdá, de noite lembra a bucólica vila de Mar Grande dos anos de 1970.
Observei aquele carro estacionado na esquina. Luzes apagadas, atitude suspeita.
Os ocupantes não deveriam ser clientes meus, nem da academia de ginástica.
Depois de alguns minutos desceu um homem com roupa escura pela porta do carona, passou pelo Bistrô PortoSol, pela pizzaria e caminhou até a orla, onde o perdi de vista.
Depois de mais alguns minutos, outro homem saiu daquele automóvel pela mesma porta, vindo em minha direção. Era um jovem jornalista, conhecido meu.
Ele sentou comigo para conversar. Estavam numa missão secreta para assuntar o consumo e eventual tráfico de crack, além de outros crimes hediondos, chacinas e demais perversões. Atrocidades, que só acontecem em nosso bairro na cabecinha de gente sem noção, que não anda pela Barra à noite. São essas pessoas, enxergando em cada ser maltrapilho um perigoso assaltante, que dão as melhores entrevistas para os jornais. Basta juntar a foto de uma garota de progama, para que a mídia transforme o nosso bairro tranquilo em Sodoma e Gomorra.
Chega de babaquices!
Chega de delírios!
O Porto da Barra é um dos pedaços mais tranquilos e seguros de Salvador!
Não há "cracolândia" nem puteiro a céu aberto!!!
Há deficiências sim, quanto a urbanização! Culpa da incompetência do serviço público, que em vez de resolver os problemas básicos, como distribuir corretamente cestas de lixo e recompor as crateras nos passeios de pedra portuguesa, ilumina as copas das árvores, para o desgosto dos passarinhos e outros bichos que ali moram, transformando a nossa orla num cenário de peça infantil, em bolo de aniversário de criança e exemplo de mau gosto!
Falei ainda para o jovem jornalista que em 10 anos ali no passeio do Bistrô PortoSol, em momento algum tive a sensação de insegurança.
Se alguém fala mal do Porto da Barra, isso só pode ter uma razão: inveja! Inveja das "brabas"! Sai olho gordo! Sai ojú kokoró!
Se alguém quiser comprar uma pedra de crack ou dar um tapa num baseado, vai ter que ir para outro lugar!
O que rola no Porto da Barra é salsichão, chucrute, gulasch, carne suína defumada e cozida, com puré de maçã ou repolho roxo, preparados pelo trio do Bistrô PortoSol!...
Prost
Reinhard Lackinger
o taverneiro do Bistrô PortoSol
www.reg.combr.net/bistro.htm acessando esse site, você tem todas as informações para curtir esse espaço temático de culinária austro-húngara
domingo, 7 de agosto de 2011
Que categoria?!

Afrânio é um dos mais novos amigos de infância que ganhei ao longo dos 10 anos como taverneiro do Bistrô PortoSol.
Afrânio é um garotão risonho de 94 anos de idade, falando de seu mais novo projeto: Escrever um livro sobre os momentos que ele passou ao lado de todos os presidentes do Brasil ao longo dos últimos 60 anos.
Ontem, ele nos trouxe uma cópia da página de um livro de Pedro Calmon, exibindo, além da dedicatória desse notável autor baiano, os autógrafos de todos os presidentes, que governaram o Brasil desde os anos de 1950.
Afrânio é ou não é um homem ímpar?
Muitos brasileiros e muitas brasileiras são assim... Sui generis!
Brasileiros notáveis, porém sem-mídia, sem-holofotes, sem-públicidade!
Deve haver um exército de gente interessante por este país afora, cuja arte e cujo exemplo de vida poderiam enriquecer a nós todos.
Pessoas condenadas ao anonimato por não caberem numa categoria pre-existente!
Explico:
Só tem visibilidade, quem cabe numa daquelas molduras, que a nossa mídia disponibiliza.
Detalhe:
Algum nordestino virtuoso num instrumento musical qualquer, ganha no máximo 3 minutinhos de holofotes.
Quem não couber em nenhuma moldura pré-fabricada pela mídia, ficará para sempre no anonimato!
Quanto mais fácil de identificar o destaque, a "arte" e quanto mais comercial ela for, tanto maior a moldura e o tempo de exposição na mídia.
Você que pretende ficar conhecido, famoso e rico, lembre o seguinte:
O universo das bundas sacolejantes é infinitamente maior do que o das cabeças pensantes, capazes de interpretar um texto qualquer...
Até que ponto precisamos de publicações como a lista dos Best Sellers, o Guia Gault Millau, as revistas Caras, Forbes e Tititi, o Guiness Book of Records...além da programação dos shows de pagode, axé e parangolé neste fim de semana?
Se você pensa que este é mais uma "maluquice-cabeça", com a intenção de puxar a brasa para o salsichão de nosso Bistrô PortoSol, você acertou em cheio!
Aguardo a mais nova edição do suplemento da revista Veja, com os melhores restaurantes sendo avaliados, com culinária francesa, italiana, japonesa... pizzaria, churrascaria, creperia, enquanto espero há anos em vão pela inclusão de nossa culinária austríaca ou austro-húngara entre os estabelecimentos avaliados...
Será que o Guia 4Rodas este ano vai mencionar o nosso Love Food austro-húngaro, que praticamos no Bistrô PortoSol?
O Bistrô PortoSol é um espaço sui generis, mas até agora parece não caber em nenhuma classificação préexistente, embora pratiquemos há 10 anos essa culinária tradicional, simples e à moda antiga!
Graças a Deus há pessoas como Afrânio, que não precisam de ninguém que lhes diga aonde ir para comer gostoso.
Ele e Vera são clientes habitué do Bistrô PortoSol!
Prost
Reinhard Lackingero
taveneiro do Bistrô PortoSol
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Avante Centroavante
Em sua coluna sobre futebol esta semana, Sócrates fala sobre os "reis" paparicados por todos, que, depois da derrota contra o Paraguai, tiveram que cair na "real"!O que ele não disse, é que a culpa de mais essa atuação vergonhosa é da imprensa, que há décadas fatura alto, vendendo o mito do talento do jogador brasileiro, que a qualquer momento pode desequilibrar a partida e ganhar o jogo. Não nego essa possibilidade, mas essas jogadas miraculosas são cada vez mais raras! Para cada finta desconsertante em cores verde amarelo, com direito à pose para as câmaras, temos amargado umas dez partidas sem vencer. Para cada lance genial, passamos dez jogos morrendo de raiva!
A culpa é nossa! Temos sido nós que valorizamos demais a habilidade com a bola, achando um drible mais importante do que um gol!!!
Nunca pensei que um dia eu fosse dizer algo elogioso sobre a a ditadura militar, mas neste momento rendo a minha homenagem ao general Emílio Garrastazú Médici, que resolveu incluir o desengonçado Dario Peito de Aço na delegação da seleção de 70.
João Saldanha não topou, mas Zagalo engoliu o Dadá numa boa!
Digo isso, me lembrando que o Dadá Maravilha ou Dadá Beijaflor jogou há exatos 30 anos e em 1981 no meu Baêêêêa.
Dadá fazia muitos gols, sem se preocupar com a pose, sem se importar se ele saia bem na foto ou não. Dadá Maravilha ganhava dos zagueiro na corrida e estufafa a rede, Dadá Beijaflor cabeceava as bolas cruzadas, mesmo vindo meio rasteiras e a apenas um palmo do chão!
Mesmo assim, ele conseguiu ser ídolo e marcar até "gol do fantástico". Melhor, ele chegou a apostar que iria fazer o gol mais bonito da rodada e fez!
Será que a mídia, que vem endeusando "artistas da bola" e "rei do drible" não estaria de certa forma desestimulando jogadas de velocidade e força, evitando assim o surgimento de um novo Sérgio Chulapa, um novo Ronaldo Nazário, um novo Beijoca, um novo André Catimba, um novo Dario?
Cá entre nós, o "marreco" do Alexandre Pato não cabe na minha seleção e sim no elenco da novela global "Malhação".
Todos juntos vamos, pra frente Brasil, Brasil, salve a Seleção.... hehehe
Reinhard Lackinger
o taverneiro do Bistrô PortoSol www.reg.combr.net/bistro.htm
terça-feira, 26 de julho de 2011
O último Imperador no Porto da Barra

No mês em que morreu Otto von Habsburg, filho de Karl I, último imperador da Áustria e rei da Hungria, depois de diversas homenagens póstumas nas terras onde residira, faltou uma palavrinha de quem pratica a culinária austro-húngara no Porto da Barra em Salvador.
Não sou monarquista.
Não sinto saudades de uma época em que governantes esbanjavam fortunas com a construção de suntuosos palácios e obras de arte, contratando os melhorescompositores e artistas para o deleite da corte, enquanto o povo comia o pão que o diabo amassou.
Apesar de toda soberba e todo nepotismo, há até hoje quem sinta falta da ordem que havia na sociedade imperial e real. Algo que lembra a missa solene de católicos aos domingos.
Foram os Habsburg que nos deram Pedro II, filho de Pedro I e Dona Leopoldina e também foi um Habsburg, o Maximilian I, a tentar governar o México em meados de século dezenove.
Achavam que um imperador faria bem ao México e à autoestima dos mexicanos.
Dizem, que foi nessa época que a páprica, pimentón em espanhol, chegou à Europa e nas panelas da culinária austro-húngara. Assunto bem mais sério e agradável do que a política!
Tanto na Áustria e na Hungria, quanto no Brasil e também em países como o México, o povo, um dia, resolveu acabar com a monarquia.
Não sou cientista político para dizer até onde os regimes que sucederam reis e imperadores conseguiram acabar também com o nepotismo, com o esbanjamento de fortunas e com todo tipo de injustiça social.
Eu sei apenas que um gulasch sem páprica seria um desastre! Seria um guisado sem graça!
O filho do último imperador está morto! Viva a culinária austro-húngara, servida nas casas da burguesia da Áustria imperial e nas tavernas e estalagens de Viena, Budapeste, Praga, Graz e arredores na época da Monarquia do Danúbio... e há 10 anos no Bistrô PortoSol.
Prost
Reinhard Lackingero
taverneiro do Bistrô PortoSol
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O Elixir da Felicidade Parte 1

Há quem morra de inveja dos habitantes do assim chamado Primeiro Mundo, que, de tão prósperos e socialmente superprotegidos por um papai estado, não dependem mais uns dos outros, com cada um podendo viver nas proprias quatro paredes.
Vivendo há mais de quatro décadas no Brasil e mantendo contato até hoje com parentes e amigos na Áustria, Suiça e Alemanha, vejo as coisas de outra forma.
Vejo com nitidez o mal que a solidão faz ao ser humano.
O ser humano é um "bicho social"! Mesmo invejando certas benesses dos países industrializados e criticando todas as nossas falhas de urbanização e a "ditadura da bagunça" instalada em Salvador, prefiro viver na Bahia!
No Brasil, a gente é obrigada a interagir com o próximo!
No Brasil, a gente é obrigada a se relacionar com todo tipo de pessoas, agradáveis ou não.
No Brasil, a gente é condenada a negociar o espaço com flanelinhas, mendigos e toda sorte de figuras folgadas, que atravessam o nosso caminho.
O que à primeira vista parece ruim, na verdade é ótimo e é o verdadeiro elixir da vida!
Talvez seja por isso que aquele mal que atinge idosos se chama "Alzheimer" e não "da Silva"!
Reinhard Lackinger
com mais uma maluquice sendo patrocinada pelo
Bistrô PortoSol
terça-feira, 5 de julho de 2011
Elixier da Felicidade parte 2
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O Bistrô PortoSol, por praticar uma culinária um tanto exótica, de épocas passadas e incomum nestas plagas, tem poucos ítens sujeitos a comparações com pratos servidos em outros estabelecimentos.
Tanto no Brasil, quanto na própria Áustria, onde a cozinha tradicional vem dando lugar à nouvelle cuisine e a outras perfumarias modernas.
Quem está acostumado a um Gulasch de Carne de boi preparado com músculo, pode achar essa iguaria húngara feita com alcatra ou chan de dentro um tanto exótica, já que no Brasil temos essa facilidade de ter carne de primeira.
Quem está acostumado a comer Joelho de Porco defumado e/ou tirado do espeto de uma "televisão de cachorro" pode estranhar Eisbein sendo servido como carne suína à moda austríaca com molho de alho e Kümmel.
Será que de tanto comer o que sai pingando da fritadeira, aquecido mais ou menos uniformemente em fornos micro-ondas ou esperando por nós horas a fio em rechauds, a gente se acostuma à comida mal feita, perdendo a noção de saber apreciar sabores revelados artesanalmente na panelinha?
Pense nisso no dia em que resolver atravessar o "Equador do Salsichão"(1),aventurando-se num dos inúmeros pratos deliciosos da culinária austríacae húngara, que constam no cardápio do Bistrô PortoSol...

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A crônica de Márcio Alemão na Carta Capital de 22 de junho de 2011 diz mais ou menos o seguinte: Não importam as esquisitices da "gororoba", nem eventuais imperfeições técnicas do prato servido, se você está acostumado a comê-lo desse jeito, então está perfeito, irretocável e fora de série!
O Bistrô PortoSol, por praticar uma culinária um tanto exótica, de épocas passadas e incomum nestas plagas, tem poucos ítens sujeitos a comparações com pratos servidos em outros estabelecimentos.
Tanto no Brasil, quanto na própria Áustria, onde a cozinha tradicional vem dando lugar à nouvelle cuisine e a outras perfumarias modernas.
Quem está acostumado a um Gulasch de Carne de boi preparado com músculo, pode achar essa iguaria húngara feita com alcatra ou chan de dentro um tanto exótica, já que no Brasil temos essa facilidade de ter carne de primeira.
Quem está acostumado a comer Joelho de Porco defumado e/ou tirado do espeto de uma "televisão de cachorro" pode estranhar Eisbein sendo servido como carne suína à moda austríaca com molho de alho e Kümmel.
Será que de tanto comer o que sai pingando da fritadeira, aquecido mais ou menos uniformemente em fornos micro-ondas ou esperando por nós horas a fio em rechauds, a gente se acostuma à comida mal feita, perdendo a noção de saber apreciar sabores revelados artesanalmente na panelinha?
Pense nisso no dia em que resolver atravessar o "Equador do Salsichão"(1),aventurando-se num dos inúmeros pratos deliciosos da culinária austríacae húngara, que constam no cardápio do Bistrô PortoSol...
Na próxima oportunidade atravesse o "Equador do Salsichão" sem susto!!!
Reinhard Lackinger
o taverneiro do Bistrô PortoSol
www.reg.combr.net/bistro.htm
(1) Há quem não consegue fugir do linguição, nem do salsichão!
Reinhard Lackinger
o taverneiro do Bistrô PortoSol
www.reg.combr.net/bistro.htm
(1) Há quem não consegue fugir do linguição, nem do salsichão!
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