segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ainda as cotas...

Dizem que a competição é o sal do capitalismo... e eu diria que é o sal, o açucar, a manjerona, o tomilho, a raiz forte, o alho, a cebola...
Isso vale até para o capitalismo de araque que é praticado no nosso Brasil!
Um capitalismo de cartas marcadas, dando um drible de vaca em eventuais concorrentes "maomeno" sérios.
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Esse bolodório todo só porque ainda não consegui digerir por completo o assunto das cotas, das ações afirmativas.
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Vamos conferir a seriedade do ensino de outrora e dar uma olhada nas salas de aulas e nas repartições públicas, numa época, em que ninguém falava ainda de ações afirmativas, nem ousou sonhar com cotas em universidades!
Até durante o período da ditadura militar havia colégios do tipo "pagou-Passou"!
E o que eram os cursinhos pré-vestibulares senão uma forma velada de cotas para quem tinha pais que podiam pagar o tal curso preparatório.
Além disso, em cada turma de curso universitário ... e quem sabe, até na Escola Técnica, havia pelo menos um "cotista" para assuntar e descobrir entre os colegas eventuais subversivos e comunistas...
Sem falar daqueles, que iam se formando sem jamais ter pisado numa sala de aulas. Gente, que eu só encontrava no dia da matrícula.
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Você pensa que em concursos públicos as coisas eram diferentes, mais corretas e transparentes?
Fala sério! A criatividade de nossa gente é ilimiada.
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So havia ações afirmativas naquela década de setenta no Bar Omolú, defronte do Campus da Católica. A minha cota era de 3 ( três ) Brahma por noite.
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Prost
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Reinhard Lackinger

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